"Uma família construiu a Forever 21, e alimentou seu colapso"

O varejo mundial ficou chocado no mês passado com o anúncio da falência da Forever 21, uma rede varejista que chegou a mais de U$ 4 bilhões de faturamento, 43 mil empregados e centenas de lojas em 40 países.



Do Wan Chang, fundador da Forever 21, com suas filhas Linda e Esther, em foto de 2010

A empresa foi fundada em 1981 em uma daquelas histórias de filme: Do Wan Chang migrou da Coréia do Sul para os EUA e criou um colosso bilionário do nada, tendo a ajuda de sua esposa e duas filhas.


O problema, segundo esse artigo do New York Times, foi a bolha criada pelo fundador, agravada pelo sucesso. Não tinham um conselho, nunca abriram capital, nem sequer aceitaram acionistas minoritários, e o estilo “insular” do fundador piorou tudo.


A empresa se fechou para testes de realidade e opiniões do mercado, e cometeu erros graves, que poderiam ser evitados. Até tentaram executivos de fora, mas ignoraram todas as recomendações que discordavam.


Recomendo a leitura e a lição para famílias empresárias: é preciso tomar cuidado com a tendência, muito comum, de colocar o fundador como um Deus infalível, que detesta ser contestado, adora bajuladores, afasta todos os portadores de más notícias e trata erros e divergências como traição.

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