Relação dos jovens com o dinheiro já estava mudando. E aí veio a pandemia

Ótimo artigo do Financial Times (03/4/2021) sobre as mudanças que a pandemia têm causado na forma como os jovens enxergam o dinheiro e o trabalho.

Jovens de 18 a 34 anos sofreram um enorme baque em perda de emprego e renda, precisando recorrer a empréstimos e a economias já feitas para financiar algum sonho, como a própria aposentadoria.


O artigo defende que a reputação de os millennials serem gastadores e pouco preocupados com o futuro já era em muitos casos injusta. Com a pandemia, espera-se uma preocupação maior com finanças, economia e redução de gastos, até porque as coisas ficarão mais caras.


Duas grandes preocupações ganham importância: a compra da 1ª casa, com muitos trocando de ideia entre cidade grande e interior, e os aportes para a aposentadoria, pois a segurança virou uma prioridade.


Jovens começam a estudar finanças pessoais e mercados, pois renda fixa deixou de ser uma opção e a imprevisibilidade da pandemia anestesiou a testosterona empreendedora de muitos.


Pense no impacto dessas ondas em empresas familiares e processos sucessórios. Os modelos e slides prontos de muitos consultores costumam atropelar uma pergunta muito importante e que, para mim, é o começo de tudo: o que você quer? O que cada um quer?


O artigo evidencia que o ‘querer’ está mudando, e isso precisa ser compreendido e considerado pelas gerações atuais e futuras.

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