• Gustavo Sette

Quem trabalha na empresa da família sente o peso de ser um “Messi”

A Argentina, eliminada da Copa, discute se compensa ter um time inteiro em função de um  jogador.


Acho que não compensa concentrar muita responsabilidade em uma ou em poucas pessoas,  nem no futebol, nem na administração de empresas.


O problema é que a cultura reinante da empresa familiar, sobretudo em países latinos, é de  total veneração ao dono, que acaba tendo o mesmo grau de exposição de um Messi, ou  Neymar.


Por ter vivido isso na pele, dou aqui algumas dicas a quem é executivo e tem sangue de dono.

1. você será cobrado e procurado como Messi sem necessariamente bater aquele bolão  todo, portanto, trabalhar na empresa familiar exige ser muito bom em muita coisa – e  não parar de melhorar.

2. A maioria das pessoas vai puxar o seu saco, concordar, rir das suas piadas… O risco é  você confundir as coisas e achar que é mérito seu, ou ainda pior, aprender a gostar e  se alimentar disso.

3. Trabalhe a cada dia para a empresa não girar em torno de você. Desenvolva pessoas e  processos capazes de funcionar, de decidir de forma autônoma.

4. Já tem holofote demais em você, deixe os outros brilharem, aparecerem.

Mesmo que você faça tudo isso com diligência, ainda assim você continuará a ser o centro  das atenções. Combata isso, pelo bem da sua individualidade e da sua empresa.

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