O concorrente capaz de derrubar a Samsung: Apple? Não, a sucessão!

A maior empresa coreana vive um drama desde a morte do CEO da 2ª geração e filho do fundador. Lee Kun-hee morreu há 4 meses, aos 78 anos, e a forma como (não) conduziu a transição gerou alguns problemas.


O artigo destaca 2:



A Coréia tem um altíssimo imposto de 60% sobre sucessão de fortunas, e a família ficou com uma conta de 12 bi de dólares a pagar, o que exigiria um planejamento prévio para pagar essa conta.


O filho da 3ª geração, Lee Jae-yong, foi condenado à prisão por ter subornado a presidente do país para interceder para que ele fosse escolhido sucessor.


Muitas pessoas acham que o controlador de uma empresa não planeja a transição por não saber o que pode dar errado, o que eu tendo a discordar na maioria dos casos. Quem teve a competência de criar ou crescer um negócio de sucesso não é propriamente bobo.


Fundadores em geral são vaidosos, gostam de aparecer bem na foto e ficar na memória como grandes homens. Nesse cenário, não planejar a sucessão evita conflitos, ajuda a manter o controle e a certeza de ser bem lembrado. Se o futuro der certo, o antecessor é lembrado como grande homem. Se der errado, também, afinal, “se ele estivesse aqui, não teríamos essa bagunça”.


Não planejar nada é um tipo de sucessão, pelo menos na vida real.


Fonte: Financial Times Weekend, 24/4/2021

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