• Gustavo Sette

Empresas familiares mais antigas do mundo: Wendel (França, 1704)

O negócio começou em 1704, na Lorraine, quando Jean-Martin Wendel comprou uma ferraria, que nos anos seguintes, produziu peças para o exército real.


Durante a revolução francesa, a maioria da família teve que deixar o país, mas Marguerite d’Hausen, mesmo em idade avançada, ficou e tocou o negócio até ser presa em 1794. A empresa acabava ali.

Terminada a revolução, Francois de Wendel, bisneto do fundador, reiniciou o negócio, que ganhou muita força com a revolução industrial. No final do século XIX, criaram o primeiro acordo de acionistas familiares.

Na década de 1970, o governo francês estatizou toda a indústria de metal, o que deu à família a chance de vender o negócio. O então executivo líder da família propôs estruturar uma nova empresa com os negócios que não seriam estatizados. Para ser justo e ter apoio, fez uma votação secreta entre os 350 acionistas da família. O negócio foi aprovado.

Hoje, são 1.148 acionistas familiares, que detém 38% das ações e 51% dos votos do conglomerado Wendel, que tem 11 bilhões de euros em ativos em todos os continentes, com participação em empresas como Saint-Gobain, Bureau Veritas, IHS, Nippon Oil Pump, entre outras.

É um exemplo de manutenção de uma empresa familiar: governança, cultura empreendedora e o desejo, acima de tudo, de estar junto.

A família Wendel já foi tema de uma exposição no museu D’Orsay, em Paris.

Para saber mais:

Cenas da história dos Wendel, do site do museu D’Orsay.

Site oficial do grupo

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