• Gustavo Sette

Empresas familiares mais antigas do mundo: Barovier & Toso (Itália, 1295)

Família vende controle da empresa após… 720 anos!

Poucas empresas podem ter uma história tão charmosa quanto a Barovier & Toso, produtora de vidros Murano, ao lado de Veneza.

A empresa surgiu produzindo obras de arte. Algumas estão expostas em museus mundo afora e carregam a mesma reputação, no mundo artístico, de grandes nomes do renascimento.


O mercado de vidros artesanais, que teve uma época de ouro, hoje praticamente acabou. A atividade consome milhões de metros cúbicos de gás, envolve alta periculosidade e, considerando a legislação italiana, gera um passivo regulatório gigantesco. Há também a concorrência com produtores asiáticos.

A empresa sobreviveu a isso tudo, mas não resistiu a um problema, acredite, maior: o filho de Jacopo Barovier, da 21ª geração, não se interessou em continuar o negócio, e em 2015, Jacopo vendeu o controle. Ficou como CEO e com 5% da companhia.

Em entrevista recente, declarou que vender a empresa da família após 700 anos é menos penoso do que obrigar o filho a algo que ele não deseja. “Se não há condições reais para uma mudança geracional, não é melhor se concentrar em aqueles que acreditam no futuro da empresa?”

Os números da companhia não são divulgados, mas uma matéria de 2015 dizia que, à época, a Barovier faturava cerca de 15mm euros ano, com 2 a 3mm de lucro.

Leia matéria de 2016 do jornal La Repubblica, em italiano, com detalhes do negócio e entrevista com Jacopo.

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