• Gustavo Sette

Empresas familiares fazem menos aventuras financeiras

Na pesquisa que desde 2006 comprova que empresas familiares do mundo todo performam melhor do que as não familiares, o Credit Suisse reitera sempre, como fator determinante, o conservadorismo em crédito, que faz parte da visão de longo prazo das famílias empresárias.

O indicador de alavancagem mostra, sem querer se aprofundar muito, o endividamento, a dívida sobre o capital da companhia.

É curioso observar como a mesma tendência se reproduz em regiões tão diferentes. Nos EUA, empresas não familiares têm uma dívida de 2,5 vezes a sua geração de caixa, enquanto as não familiares devem 1,5 vezes. Já no Japão, em um ambiente muito mais conservador, as não familiares devem menos de uma vez a geração de caixa, enquanto as familiares japonesas não contraem dívida!

Olhando dívida sobre EBITDA, as empresas familiares são 22% menos alavancadas que as não familiares.

Esse é um tema particularmente desafiador quando as empresas familiares, no processo de profissionalização, resolvem trazer executivos financeiros de fora, ou mesmo vender uma parte da companhia para um private equity. A primeira coisa que esses executivos propõem é alavancagem para financiar um crescimento de forma mais barata, o que costuma gerar choques de valores e, quase sempre, conflitos!

Já presenciei diálogos mais ou menos assim:

Investidor – “quero investir em sua empresa”. Empresário – “ótimo, estamos atrás de bons investidores. Só não aceito alavancagem”. Investidor – “essa conversa está encerrada”.

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