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Empresa familiar: definições e motivos de orgulho

Resumo: o artigo traz uma definição mundialmente aceita de empresa familiar e discute o sentimento de “vergonha de ser familiar” de algumas empresas, que deviam ter orgulho. Empresas familiares entregam mais resultados, são mais admiradas por clientes, por funcionários e pela sociedade em geral. O artigo traz dados inesperados, que mostram a alta credibilidade de empresas familiares. 



O que é uma empresa familiar?


Essa é, de fato, uma dúvida comum entre os clientes, que surge às vezes com um tom pejorativo, de negação: “Nós não somos uma empresa familiar!”.


É um preconceito infundado, pois a sociedade aprecia e admira empresas familiares, como veremos nesse artigo.


Não existe uma definição perfeita de empresa familiar, existem dezenas. Aqui citarei 3 definições e, para quem quiser se aprofundar, incluí no final uma referência bibliográfica com ampla discussão sobre o tema.


Uma definição acadêmica: empresas familiares são aquelas em que a família controla o negócio através do envolvimento na gestão e na posse da empresa (Family Business Review, 2008).


Uma definição prática, que dá grande ênfase à continuidade: empresa familiar é um negócio governado ou gerenciado com a intenção de moldar ou perseguir a visão do negócio mantida por uma coalizão dominante controlada por membros da mesma família ou por um pequeno número de famílias, de forma sustentável através das gerações da família ou das famílias.


Por fim, a definição adotada pelo Family Firm Institute, entidade de mais de 30 anos que reúne cerca de 2.000 consultores e estudiosos de empresas familiares de mais de 80 países, e minha favorita: empresa familiar é uma empresa em que dois ou mais membros de uma mesma família estão envolvidos na propriedade e gestão de um empreendimento.



Motivo de vergonha ou orgulho?


A boa notícia para quem tem um viés de vergonha por ser empresa familiar pode ser encontrada em uma pesquisa global e recente, que não deixa dúvidas: a sociedade prefere e respeita empresas familiares, o que traz a elas uma vantagem competitiva não aproveitada. Dados bibliográficos da pesquisa estão no final do artigo.


A pesquisa começa comparando a confiança de povos de diversos países em 4 tipos de instituição: ONGs, empresas, imprensa e governo.


O resultado em geral é preocupante: Em uma escala de 0 a 100, a confiança em ONGs é 53, em empresas é 52, em imprensa é 43 e em governos, 41.


Quando a empresa familiar entra na pesquisa, a confiança global salta para 75. Ou seja, a confiança global em empresa é 52, mas em empresas FAMILIARES é 75.


No Brasil, a confiança em empresas é 61 e em familiares, 75. Uma vantagem competitiva de 23%.


Ainda sobre empregados, uma seção específica da pesquisa compara a satisfação de funcionários de empresas familiares e não familiares, e a diferença é grande em todos os quesitos. No quesito “empregados são tratados com justiça”, a empresa familiar tem 37% de vantagem. Em “me sinto motivado para performar bem”, a vantagem é de 23%.


Outra discrepância entre percepção e realidade está na geração de empregos. Menos de 1/3 das pessoas enxergam empresas familiares como geradoras de empregos, mas, elas geram 50 a 80% dos empregos do mundo.


Para encerrar, a pesquisa mostra que a sociedade se orgulha do fato de que o lucro e benefícios gerados por uma empresa familiar ficarão em seu país.


Como nem tudo são flores, a pesquisa traz uma visão global de que os líderes da próxima geração são menos preparados, menos talentosos, menos comprometidos e, para 63% dos respondentes, irão gerar queda na gestão da empresa. Daí vem a necessidade de se investir no processo sucessório e na formação das próximas gerações.

Na semana que vem, falaremos sobre características em comum entre empresas familiares. Embora não haja uma definição unânime, existem traços em comum que praticamente todos os estudiosos e pesquisadores concordam. Falaremos sobre eles.



Conselhos práticos

  1. Assuma a condição de ser uma empresa familiar e orgulhe-se disso.

  2. Conte a sua história, de onde a sua empresa veio – aos clientes, funcionários, fornecedores, comunidade local.

  3. Pesquise a história da família, os valores que mantiveram a companhia, crie um memorial, um site, um filme institucional, faça essa história gerar orgulho e admiração.

  4. Inclua as perguntas desse estudo na sua pesquisa de clima com funcionários e compare os seus resultados com médias mundiais.

  5. Valorize a participação da sua empresa na comunidade local. Isso tem muito valor para a comunidade e para a imagem da empresa.

  6. Invista tempo, dinheiro e energia na sucessão e na formação da próxima geração. Essa é uma das áreas de especialidade da Generations Consultoria.


Para saber mais:


Artigo com várias definições sobre empresas familiares: Defining the Family Business by Behavior. Jess H. Chua, James J. Chrisman, Pramodita Sharma 1999 http://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/104225879902300402?journalCode=etpb



Pesquisa sobre confiança global em instituições:

Edelman Trust Barometer – 2017

Edelman é uma firma global de relações públicas fundada em Chicago em 1952. O Edelman Trust Barometer é uma pesquisa anual sobre a confiança das pessoas em diversos tipos de instituições, e inclui um estudo específico sobre empresas familiares. A pesquisa tem quase 20 anos, com mais de 30 mil respondentes de 28 países. Seu resultado é lançado anualmente no Forum Econômico Mundial em Davos, Suíça. https://www.edelman.com/trust2017/



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